Suicídio é tema de roda de conversa com os servidores municipais

Os servidores da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (Sema) participam, nesta sexta-feira (13), de uma roda de conversa sobre a campanha Setembro Amarelo, que conscientiza sobre a prevenção do suicídio. O encontro está marcado para às 11h, no auditório da pasta, e deve reunir servidores de outras secretarias do município.

Para intermediar a conversa, a Sema convidou um representante do Centro Débora Mesquita, ONG que tem por objetivo informar e sensibilizar a sociedade sobre causas, sintomas e tratamentos disponíveis para os transtornos psíquicos, que atua tanto na prevenção quanto na posvenção do suicídio.

Nildene Lages, assistente social do Núcleo de Desenvolvimento de Recursos Humanos da Sema (Nuderh), reforça a importância de discutir o tema. “O suicídio ainda é um tabu na sociedade e precisamos desmistificar, conversar para poder prevenir e ajudar o próximo”, considera.

Setembro Amarelo

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano.

São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Roda de conversa vai discutir prevenção ao suicídio com servidores municipais

Os índices alarmantes de suicídio, que colocam Teresina como uma das cidades com maior número de casos do Brasil, motivam a campanha Setembro Amarelo. E esta iniciativa será tema de uma roda de conversa com os servidores municipais que acontecerá dia 13 de setembro, no auditório da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (Sema), a partir das 11h.

Nildene Lages, assistente social do Núcleo de Desenvolvimento de Recursos Humanos da Sema (Nuderh), reforça a importância de discutir o tema. “O suicídio ainda é um tabu na sociedade e precisamos desmistificar, conversar para poder prevenir e ajudar o próximo”, considera.

Para intermediar a conversa, a Sema convidou um representante do Centro Débora Mesquita, ONG que tem por objetivo informar e sensibilizar a sociedade sobre causas, sintomas e tratamentos disponíveis para os transtornos psíquicos, que atua tanto na prevenção quanto na posvenção do suicídio.

Setembro Amarelo

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano.

São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Ouvir sem críticas e julgamentos ajuda pessoas com ideação suicida, orienta CVV

Setembro é o mês de reflexão sobre a prevenção do suicídio e, para multiplicar as informações acerca do tema, uma equipe do Centro de Valorização da Vida (CVV) mediou uma roda de conversa com os servidores da Prefeitura de Teresina. O evento aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (Sema) e contou com a participação de servidores de diversos órgãos municipais.

Uma das principais dicas repassadas pelo CVV foi para as pessoas se mostrarem disponíveis para ouvir o que o outro tem a dizer, sem fazer críticas ou julgamentos. “Muita gente diz que não sabe o que falar quando uma pessoa lhe procura para desabafar. Mas, às vezes, você nem precisa falar, só em estar ali, disposto a ouvir, a ajudar, faz com que essa pessoa perceba que ela é importante e alivie mais aquela pressão que ela está sentindo”, indica o voluntário do CVV, João Rufino.

E para ajudar a identificar que alguém está passando por problemas e que precisa de ajuda, Rufino destaca alguns sinais. “A pessoa pode se mostrar ambivalente, ela quer viver, mas não quer viver com aquela dor; ou então o desejo de vingança, por exemplo, ela acha que o outro não sente aquilo que ela está sentido e por isso vai tirar a própria vida para que ele sinta essa dor; também há o desejo de fugir de uma situação difícil, de ir para um lugar melhor, de procurar paz. Nem todas as pessoas com ideação suicida apresentam todos estes sinais, mas qualquer um deles é sinal de alerta para quem está perto”, afirma.

O voluntário do CVV destaca ainda que, apesar da sociedade ainda vê este tema como um tabu, é imprescindível falar sobre ele. “Estudos revelam que 20 minutos de conversa são suficientes para aliviar aquela pressão que a pessoa está sentido. Falar é a melhor solução”, acredita, acrescentando que, atualmente, cerca de 45 brasileiros morrem por dia vítimas do suicídio.

A coordenadora do CVV, Maria Zélia Soares Feitosa, por sua vez, destaca que apesar da alta demanda, a rede de prevenção no Piauí é bastante forte. “O Piauí é um dos estados que mais promove ações de prevenção do suicídio, mas, ainda assim, a demanda é grande. Por isso, sempre digo que a prevenção é uma tarefa para muitas mãos”, conclui.

O CVV presta apoio emocional gratuito, 24 horas por dia, através do número de telefone 188. A entidade é uma das mobilizadoras do Setembro Amarelo, uma campanha mundial de prevenção ao suicídio e valorização da vida.

Relato

Sarah Vianna é servidora da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan) e aproveitou a roda de conversa para reforçar a importância de se procurar ajuda. “Passei dois anos lutando contra uma depressão, que até o diagnóstico demorou a ser dado, alguns diziam que era depressão, outros diziam que não. E quando comecei a tratar, com auxílio de medicamentos, percebi que eu precisava mudar. Busquei terapias alternativas e hoje sou terapeuta holística, mas, antes de tudo, eu precisei me curar, me conhecer para conseguir tratar o outro. Nós temos que desapegar do julgamento e da crítica”, disse.

A roda de conversa sobre a campanha Setembro Amarelo foi promovida pelo Núcleo de Desenvolvimento de Recursos Humanos da Sema (Nuderh/Sema), como parte do programa de qualidade de vida do servidor, que é desenvolvido no órgão.

Roda de conversa discutirá suicídio com servidores da administração municipal

Os servidores da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (Sema) estão sendo convidados para participar de uma roda de conversa sobre suicídio. O encontro está marcado para às 9h desta sexta-feira (28), no auditório da secretaria.

Segundo a assistente social Nildene Lages, do Núcleo de Desenvolvimento e Recursos Humanos da Sema (Nuderh), a ação é alusiva ao Setembro Amarelo, uma campanha mundial de prevenção ao suicídio. “Este é um tema de muita relevância, principalmente porque Teresina apresenta números alarmantes de suicídio”, justifica.

Para conversar com os servidores, foi convidada Maria Zélia Feitosa, coordenadora do Centro de Valorização do Vida (CVV), uma das entidades mobilizadoras do Setembro Amarelo no Brasil e que atua em Teresina prestando apoio emocional gratuito 24 horas por dia, colaborando com a prevenção do suicídio.

Sema disponibiliza informações para os servidores sobre prevenção do suicídio

Prevenir o suicídio. Este é o objetivo da campanha Setembro Amarelo, criada em 2014 para propagar informações relevantes sobre o tema. Por isso, o Núcleo de Desenvolvimento e Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Administração (Nuderh/Sema) realiza, nesta quinta-feira (14), a partir das 8h30, uma mobilização junto aos servidores.

De acordo com Nildene Lages, assistente social do Nuderh, a mobilização conta com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), que é uma entidade filantrópica que oferece um serviço gratuito de ajuda emocional, sem cunho político ou religioso. “Nesta quinta, estaremos no hall de entrada da Secretaria conversando com os servidores e com a população em geral sobre a importância de se prevenir o suicídio e valorizar a nossa vida”, completa.

Pelos números oficiais, 32 brasileiros tiram a própria vida por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. E este tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas.

A esperança é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. Por isso, é necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta. Em Teresina, o CVV está localizado na Rua Álvaro Mendes, 861, Centro, e atende a população através do telefone 3222-0000. A principal característica do atendimento é a garantia do sigilo da identidade da pessoa que procura o serviço, que pode se identificar ou não, bem como o sigilo do que foi conversado. O CVV atende todos os dias da semana.

 

Morte por suicídio afeta pelo menos seis pessoas do convívio direto

O suicídio é a segunda causa de morte, tratável ou evitável, mais comum entre jovens de todo o mundo segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). As estatísticas crescentes também repercutem em Teresina, que, de 2002 a 2012, ficou em segundo lugar no ranking das capitais brasileiras em taxa de suicídio. Diante desta conjuntura, o debate acerca do tema chegou à Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (Sema), onde as psicólogas Hedwiges Maria Lima e Danielle Costa conversaram, na manhã desta sexta-feira (14), com os servidores da pasta.

Durante o encontro, as terapeutas revelaram que uma morte por suicídio afeta de seis a dez pessoas que conviviam com aquela pessoa. “Todos sofrem quando uma pessoa decide por fim ao seu sofrimento. E é muito importante que fiquemos atentos aos sinais que indicam ideação suicida, como tristeza extrema, isolamento, falta de apetite. Nós devemos perder o medo de se aproximar do outro e oferecer ajuda. Às vezes, você nem precisa falar, só ouvir o que o outro tem a dizer, ou deixá-lo chorar, sem julgar, já ajuda bastante”, pondera Danielle Costa.

Para a auditora aposentada e presidente da Comissão Permanente de Licitação de Compras da Prefeitura de Teresina, Hortulina Paiva, ainda existe um tabu muito grande em torno do suicídio. “As pessoas preferem não falar sobre o assunto e as próprias famílias, quando acontece um caso, acabam escondendo da sociedade e essa ‘maquiagem’ não ajuda a solucionar o problema”, disse.

Durante a palestra, pelo menos três participantes externaram casos de suicídio ou de tentativas envolvendo parentes próximos. Para João Henrique Sampaio, psicólogo do Núcleo de Desenvolvimento e Recursos Humanos da Sema (Nuderh), os relatos comprovam a seriedade do problema, que já é considerado de saúde pública. “A gente precisa conversar, acolher e ficar de olho nos nossos filhos, amigos e familiares, pois o suicídio pode acontecer entre pessoas de qualquer faixa etária, classe social e profissão”, comenta.

Prevenção

Em Teresina, o Centro de Valorização da Vida (CVV), organização não governamental, presta apoio emocional e prevenção ao suicídio através do telefone 3222-0000. O atendimento acontece das 6h às 22h. O serviço tem apoio da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social (Semtcas), que cede duas salas na sua sede, localizada na Rua Álvaro Mendes, 861 – Centro (Sul).

Além disso, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), distribuídos em todas as zonas da cidade, também oferecem atendimento de psiquiatra, psicólogo, enfermeira, terapeuta ocupacional, assistente social e uma equipe de apoio, que oferece atendimentos individuais, em grupo, atividades comunitárias, oficinas terapêutica e atendimento para a família (visita domiciliar, grupo de familiares). O horário de funcionamento dos Caps é de 8h às 18h.

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