Os servidores da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (Sema) participaram, nesta sexta-feira (18), de uma palestra educativa sobre o câncer de próstata, que é a segunda maior causa de mortes entre homens no Brasil.

A convite do Núcleo de Desenvolvimento e Recursos Humanos da Sema (Nuderh), o psicólogo William Vilanova alertou que, a partir dos 40 anos, o homem que tiver casos dessa doença na família deve procurar o urologista anualmente. “Aqueles que não possuem esta hereditariedade, devem procurar o médico a partir das 45 anos, pois quanto mais cedo se descobrir a doença, maiores são as chances de cura”, orienta.

Vilanova destaca que o sedentarismo, consumo excessivo de carnes vermelhas e bebidas alcóolicas, fumo e obesidade são alguns dos fatores de risco para o câncer de próstata. “É preciso ficar atento aos sintomas como sensação de bexiga cheia mesmo depois de urinar, dificuldade de iniciar a passagem da urina ou de interromper o ato, urinar gotas ou em curtos jatos, dor na região mais baixa das costas e, em casos mais graves, sangramento na hora de urinar”, elenca.

O psicólogo ressalta que é preciso desmistificar o exame do toque retal, pois, por preconceito, muitos homens deixam de diagnosticar precocemente a doença e podem vir a óbito. “O exame do toque é rápido e praticamente indolor, e é o mais eficiente para constatar alterações na próstata, pois esta é uma glândula muito pequena, do tamanho de uma castanha quando está normal. Há também o PSA, que é um exame de sangue que identifica possíveis alterações em uma proteína que pode indicar o câncer de próstata, mas nem sempre que dá alteração a pessoa está com câncer, assim como, às vezes, não há alteração e a pessoa está com a doença”, explica.

Novembro Azul

A palestra desta sexta-feira aconteceu em alusão ao Novembro Azul, uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês de novembro dirigida à sociedade e, em especial, aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

“Nós sempre proporcionamos encontros como este na Secretaria, que ajudam a propagar informações importantes aos servidores. Mas hoje você pode vê que até a adesão foi pouca, o que reforça este estigma que existe em torno do tema. É preciso romper esta barreira para evitarmos a ocorrência e a gravidade de novos casos”, pondera João Henrique Sampaio, membro do Nuderh.

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